História

História de Tupaciguara

 

Indígenas e Bandeirantes

3500 anos antes Cristo. Muito antes das outras histórias que se possa imaginar, viveram aqui nas terras de, hoje, Tupaciguara os indígenas, da etnia caiapó. Batiam pedras em pedras para fazer fogo e ferramentas… para fazer instrumentos para coletar e caçar.

De alguns desbravadores, é preciso tratar… atravessaram estas terras de bandeiras a empunhar… Exploraram os indígenas, chegaram mesmo a escravizar… Colonizaram estas terras e assim deve-se citar: Bartolomeu Bueno – o Anhanguera.

 

 

 

 

Maria Teixeira e N. S. da Abadia

Por volta de 1841, nestas cercanias chegou um goiano casal: Sr. Manoel e D. Maria Teixeira. Juntos aos seus pertences de fazendeiros, uma imagem da Senhora da Abadia. Para ela foi erguido, com fé, singelo altar. De capim e buritis um rancho se ergue para louvar… a mãe destas terras, que começou a ajuntar seus filhos, ao seu redor, e um vilarejo formar.

 

A Lei de Criação

A Lei de Nº 566 de 30 de agosto de 1911 declara elevado à categoria de Município o Distrito de Abadia do Bom Sucesso.

Primeira Câmara

 

Primeira sessão da Câmara Municipal de Tupaciguara, formada no dia 31 de maio de 1912. Vereadores empossados na ocasião:

Presidente – Cel. Joaquim Mendes de Carvalho

Vereadores – Cel. Ovídio Rodrigues da Cunha

Cônego Teófilo José de Paiva

Antônio da Mota Soares

Marcelino da Fonseca Mamede

Quintiliano José de Siqueira

João Sant’Ana de Araújo

 

 

 

Famílias Pioneiras e Imigrantes

Os sobrenomes das primeiras famílias habitantes de Tupaciguara são resgatados no memorial do Cinquentenário, elaborado pelo Sr. Longino Teixeira, por solicitação do Rotary Club. Eis alguns: Alves Machado, Pires, Paiva, Mota Soares, Sant’Ana, Marques da Silva, Torquato Neves, Siqueira, Cunha, Carvalho, Machado, Ferreira de Oliveira, Rodrigues, Castro, Araújo, Pereira da Silva, Rosa Medeiros, Gomes Moreira, Melo, Mamede, Mendes…

Diversos foram os estrangeiros que trouxeram seus hábitos culturais, comerciais e sociais e os espalharam junto à sociedade Tupaciguarense. Dos sírio-libaneses, alemães, italianos, japoneses, portugueses, húngaros… Tupaciguara contou com trabalho. A sua cultura foi assimilada e passou a constituir o município.

 

 

Início do Desenvolvimento Comercial

Estabelecimentos comerciais ficaram na memória e no coração dos Tupaciguarenses, marcam-se alguns:

  • A Triunfal – e a Família Abdulmassih, Sr. Sadalah e Sr. Azete.
  • A Royal – Um tributo em reconhecimento aos filhos do Sr. Camilo, Ao Sr Abdo e ao Sr. Fauze Abdulmassih.
  • O Bazar Santo Antônio – Na memória e na história o Sr. Benedito, e posteriormente seu genro Edivaldo;
  • A Nova América – Lembranças do Zé da Nova América e da Valtinha…
  • A Manteiga Cabeça de Touro – Desde 1928, fabricada no Bairro Bom Sucesso, tradição marcando presença na vida e na mesa de Tupaciguara e do Brasil. Lembranças ao Sr. Carmo prudente – e à Família Tannus.
  • Loja de Artigos Finos do Sr. Labib.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Agropecuária

Fazendeiros, agricultores, pecuaristas, vaqueiros, doceiras, queijeiras, arroz, algodão, matracas, enxadas, enxadão, cutelos capideiras, carros de bois, banca de bater arroz, milho, mandioca, leite, banha, carne, ovos, couro, açúcar, feijão, café… Os balaios da agropecuária, com fartura e satisfação, puseram mesa e tostão.

 

 

 

Religiões Pioneiras

A religião predominante era a Católica Apostólica Romana. Em 1841, teve início a construção da capela de Nossa Senhora da Abadia e foi concluída em maio de 1842.

A história do Espiritismo em Tupaciguara, começou com um grupo de pioneiros, organizado e dirigido pelo Sr. Onofre de Almeida Novaes, em maio de 1905, na zona rural, região do Muquém.

A primeira Igreja Evangélica de Tupaciguara foi a Congregação Presbiteriana de Tupaciguara, fundada em 05/01/1954, tendo como revendo José Woody. Em 17/12/2006, a igreja foi emancipada e hoje traz o nome de 1ª Igreja Presbiteriana de Tupaciguara. Antes de fundada a igreja, os cultos aconteciam na garagem do Sr. José Barbosa, Zé da Singer, na Rua Cel. Joaquim Mendes.

 

 

 

 

 

 

 

A vida Artística e Cultural

O vai e vem, onde concentravam-se os principais comércios e locais de lazer: Teatro, cinema, bares e outros atrativos que compunham a vida cultural de Tupaciguara.

Um saudoso tempo marcado por um vai e vem de saudades e emoções… Olhares atentos de moças e rapazes buscando-se, desconfiados, pelas calçadas do vai e vem, uma piscadela, um sorriso… Quantos flertes? Quantos amores não começaram bem ali… Naquele pedaço de cidade, que foi por muitos anos a ancora cultural de Tupaciguara.

O arrojo do Senhor Camilo Abdulmassih, em erguer em plena década de 30, na pacata Tupaciguara um cinema de grandes proporções… Antes dele houve o cinema do Sr. João Rosa, uma modesta sala de projeção na Wenceslau Brás; Mas ele era diferente. Um prédio grande e imponente – O Cine Teatro Helena, um gigante que nascia para apresentar a arte, o cinema, o teatro… que conquistaram Tupaciguara e região.

Cine Teatro Helena, monstruoso sonho realizado na cidade e imortalizado nos corações. Ainda ouve-se na memória os três sonoros gongos… iniciando a sessão: O Guarani, de Carlos Gomes.

A ZYH4 Rádio Tupaciguara AM, o quanto de Tupaciguara já anunciou?… Quantos, ouvindo-te, sorriram? Quantos, emocionados, esperavam de ti os dizeres, as notícias do dia e do dia seguinte. Memoráveis suas apresentações de auditório: violas, modinhas, artistas e recordações… De ti recorda-se a voz no primeiro dia de funcionamento: “Em ato de experiência estamos no ar em transmissão experimental… está no ar a Rádio Tupaciguara AM ZYH4 – A voz da cidade”.

E, pelo telegrafo e pelas cartas – chegava notícia boa e notícia ruim, mas também de muitos amores…fluía o namoro, vigiado pelos pais das moças da cidade. Lembra-se, aqui, honrosamente, o primeiro telegrafista de Tupaciguara: Sr. Bernadino Lopes de Faria.

Bar Glória, eternizado na pena de Elias Mamede e nos suspiros que ti sobreviveram… Saudamos-te, na lembrança de quantos te viveram os tempos áureos e de quantos de ti ouviram histórias, saúda-se, aqui, a memória de Joãozinho da Cozinha…

Quem não passou pela “A Royal”? Que moça não retocou seu penteado nos espelhos bizotados de tuas vitrines? Que sonhos despertastes? Fostes referência da moda! Baú de finesses e desejos. Saúda-se, então, o saudoso Sr. Abdo, e suas funcionárias: Isabel Gabriela de Carvalho e Idete Fátima da Silva.

Grandes clubes marcaram época e movimentaram as noites das famílias de Tupaciguara.

Clube Tupaciguara – que deu lugar a ART – Associação Recreativa Tupaciguarense, que foi palco da vida social de várias gerações, O seu primeiro presidente foi o Sr. Albacir. O clube dos 100, e o Sr. Ângelo Cardoso. E, ainda, o Bem-te-vi Country Clube.

 

 

 

 

 

 

 

 

Povoados

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Distrito do Mato Grosso

 

O extinto distrito do Mato Grosso data de 1841, quando Antônio Pinto Moreira às margens da cabeceira da Samambaia edifica sua residência e junto a ela um cômodo, que servia de oratório e que foi denominado “Casa de Aplicação”, onde todos se reuniam para oração.

Em 1842, com a colaboração dos devotos ergueu-se uma capela, tendo como padroeira “Nossa Senhora da Conceição”, cuja primeira missa teve lugar aos 15 de junho do mesmo ano, celebrada pelo padre Júlio Luiz Mamede.

Não se sabe com precisão os reais motivos de sua extinção. O fato é que hoje, o que restam do antigo distrito são apenas ruínas do cemitério.”

 

Brilhante

“Surgido às margens do Córrego Grande, a “currutela” recebeu o nome devido a um boi carreiro, tido em alta estima por seu dono, morto naquela localidade, enquanto transportava carga.

Sua economia é movida pela cultura da soja, do milho, feijão, algodão, cachaça, banana, abacaxi, etc”.

 

Bálsamo

 “Seu nome deriva do fato de haver várias árvores denominadas “Bálsamos” à beira de um córrego. Ao contrário dos outros povoados que circundam o município, O Bálsamo, ergueu-se em torno da fé Espírita, doutrina codificada pelo francês “Allan Kardec”.

No povoado do Balsamo, além do Centro Espírita muito tradicional, já houve sanatório e dispensário, que atendiam a pessoas de diversas localidades da região. Recorda-se, aqui, a figura do Sr. Antônio Lemes, fundador do Sanatório”.

 

Araporã

“Do tupi-guarani “nascer do sol”. Seu progresso veio por meio da construção da Ponte Afonso Pena sobre o rio Paranaíba e pela instalação de um engenho de cana-de-açúcar idealizado por Fernando Vilela. Em 1960, Avenir Alves Vilela, Chico do Pim e Antônio Rabelo fundam a usina “Alvorada” que hoje é um dos maiores empreendimentos, fonte de renda e emprego do município.

Em 12 de abril de 1992, o sonho de ser emancipada se tornou real. Contando apenas com 20 anos de emancipação política/administrava Araporã, hoje, é uma promissora cidade mineira. Sua economia é pautada na monocultura açucareira e na hidrelétrica de furnas”.

 

A PRODUÇÃO DE ARROZ

Época áurea da produção de arroz em Tupaciguara foi quando um Super Arroz aparecia na TV em horário nobre. O arroz marcado em na bandeira do município é o símbolo de uma época: Arroz para o Brasil e Riqueza para o Município.

 

OS CARNAVAIS

 

Memoráveis os bailes de salão da ART, confetes, serpentinas, marchinhas e muita diversão, embalavam as quatro noites de folia, que atraiam visitantes de toda região. E nos últimos anos, já na expressão “Carnaval de Rua”, com muita fama, continua atraindo multidões.

 

 

 

FACULDADE DE VETERINÁRIA

 

“Retrata a historia da Faculdade de Medicina Veterinária que foi criada 1971. Em 1972 foi realizado seu primeiro vestibular. Em janeiro de 1973, a Faculdade de Medicina Veterinária, até então sediada na cidade de Tupaciguara, foi incorporada à Universidade de Uberlândia. No ano de 1974, o Conselho Universitário aprovou sua transferência definitiva para Uberlândia”.

 

 

CAPITAL FEDERAL

 

Entre 1943 e 1949, grandes disputas entre Deputados mineiros e goianos foram travadas. Goianos defendiam que a nova capital Federal fosse construída no Planalto Central, enquanto mineiros defendiam a ideia de que o Triângulo Mineiro, no município de Tupaciguara, abrigasse a NovaCap. Tupaciguara e a região perderam para o planalto central pela diferença de 6 votos a 5.

 

 

Créditos: Texto de Juliano Araújo Carvalho, Muriel Costa e outros, adaptado da narração do Desfile Histórico do Centenário de Tupaciguara/MG com uma parceria da Revista Acontece e do Jornal O Independente com o Arquivo Público Municipal.

 

 

 

 

 

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